quinta-feira, 12 de janeiro de 2017


AVALIAÇÃO DE APRENDIZAGEM

                                           

Em minha experiência como docente, não considero coerente esperar do aluno um padrão de respostas em um universo de ideias e diferentes maneiras de dizer o mundo. Respeitando a heterogeneidade de cada sujeito-aluno, podemos alcançar aquilo que esperamos avaliar. As “correções” são realizadas na própria sala de aula, ao longo da disciplina, em que levamos à autocorreção mediante a estratégia de socratização, em que fazemos perguntas que o leve à reflexão e com isso descobrir seu equívoco. As questões que elaboro numa prova são correlacionadas as demais atividades sociointerativas viabilizadas em sala de Aula (em nossas aulas de Sociolinguística do 4º período do curso de Letras na Falub). Elas  suscitam respostas personalizadas da participação do aluno nas referidas atividades. Nossa avaliação (atividade de corrigir) da prova portanto nos remete à participação do aluno em sala de aula. Pessoal e intransferível, as questões são reflexivas e motivam o aluno a respondê-las por si mesmo, segundo o seu entendimento no assunto. Sempre alerto a todos que meu foco não são seus desvios gramaticais, preocupação do professor de Língua Portuguesa, mas aferir seu entendimento sobre o conteúdo discutido em sala de aula e pesquisado por eles. Com isso,  afastamos a possibilidade de esse aluno ser um mero reprodutor de memorização ou do conteúdo apreendido pelo colega. Ler suas ideias disponibilizadas nas provas é um grande prazer para mim, por isso, não esperando decorrer o tempo, procuro avaliar o mais breve possível, recorrendo a todas as minhas anotações sobre cada alunx. A dificuldade é a correlação das respostas com tais anotações sobre cada um e sua vivência em sala de aula. Tal dificuldade, no entanto, constitui-se também um imenso prazer. A correção das atividades, portanto, é um processo e não um produto final. A percepção docente sobre o processo de aprendizagem libertador configura um dos sentidos principais na elaboração e avaliação de uma atividade. A motivação dos alunos não deve ser estimulada para um produto final  de valor quantitativo (notas), mas deve emergir do próprio processo.

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