AVALIAÇÃO DE APRENDIZAGEM
Em
minha experiência como docente, não considero coerente esperar do aluno um
padrão de respostas em um universo de ideias e diferentes maneiras de dizer o
mundo. Respeitando a heterogeneidade de cada sujeito-aluno, podemos alcançar
aquilo que esperamos avaliar. As “correções” são realizadas na própria sala de
aula, ao longo da disciplina, em que levamos à autocorreção mediante a
estratégia de socratização, em que fazemos perguntas que o leve à reflexão e
com isso descobrir seu equívoco. As questões que elaboro numa prova são
correlacionadas as demais atividades sociointerativas viabilizadas em sala de
Aula (em nossas aulas de Sociolinguística do 4º período do curso de Letras na
Falub). Elas suscitam respostas
personalizadas da participação do aluno nas referidas atividades. Nossa
avaliação (atividade de corrigir) da prova portanto nos remete à participação
do aluno em sala de aula. Pessoal e intransferível, as questões são reflexivas
e motivam o aluno a respondê-las por si mesmo, segundo o seu entendimento no
assunto. Sempre alerto a todos que meu foco não são seus desvios gramaticais,
preocupação do professor de Língua Portuguesa, mas aferir seu entendimento
sobre o conteúdo discutido em sala de aula e pesquisado por eles. Com isso, afastamos a possibilidade de esse aluno ser
um mero reprodutor de memorização ou do conteúdo apreendido pelo colega. Ler
suas ideias disponibilizadas nas provas é um grande prazer para mim, por isso,
não esperando decorrer o tempo, procuro avaliar o mais breve possível, recorrendo
a todas as minhas anotações sobre cada alunx. A dificuldade é a correlação das
respostas com tais anotações sobre cada um e sua vivência em sala de aula. Tal
dificuldade, no entanto, constitui-se também um imenso prazer. A correção das
atividades, portanto, é um processo e não um produto final. A percepção docente
sobre o processo de aprendizagem libertador configura um dos sentidos
principais na elaboração e avaliação de uma atividade. A motivação dos alunos
não deve ser estimulada para um produto final
de valor quantitativo (notas), mas deve emergir do próprio processo.