segunda-feira, 13 de março de 2017

IDENTIDADE PROFISSIONAL DOCENTE

No entendimento de que a formação docente implica competências inerente ao processo de construção do conhecimento e estratégias de motivação ao aluno, há que se considerar a interação mediante o uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC). O docente que se pretende inovador, em tempos de tecnologia, não pode prescindir, por exemplo, do uso de redes sociais como uma das formas de motivar buscar o conhecimento mediante o uso adequado das redes.  Sou professora universitária e mantenho, no Facebook,  grupos de estudos aos quais incentivo aos meus alunos o acesso.
Outro aspecto a considerar na formação docente é a pesquisa como condição sine qua non  para o processo de aprendizagem. Logo, o docente não pode  deixar de incentivar o aluno à pesquisa em suas aulas. Afinal ensino e pesquisa estão intrinsecamente relacionados e exige uma postura docente de interação pedagógica com seus alunos, de maneira a se refletir sobre o aprender a aprender.
Se pesquisa exige reflexão sobre a prática, o planejamento dessa prática como ensina Zabalza (2004 apud CUNHA, 2009), aprimora a competência. É preciso estimular o trabalho em grupo no fortalecimento identitário do profissional.  O docente, portanto, deve se munir de saberes conteudísticos, mas também de saberes desenvolvidos na prática. Tais saberes pedagógicos são construídos como nos ensina Pimenta (1999 apud CUNHA, 2009).
Caminhamos no sentido da aprendizagem como um processo início, afinal, entendemos que a formação da identidade é construída socialmente. Se nos constituímos no outro, em termos de estarmos abertos ao novo. Não significa, no entanto, que não possamos agir com autonomia e criatividade. É bastante essa abertura para que possamos alçar voos cada vez maiores na construção de saberes.
Sou professora de Sociolinguística no 4º período de Letras da Faculdade Luso-Brasileira. Por considerar, na formação identidária dos docentes, a construção social, ou seja, a que constituímos na interação com esses alunos docentes ou que estão se planejando para tornarem-se docentes, sempre ao final da disciplina, a atividade final é a realização de uma pesquisa sociolinguística.
Para tanto, segue-se como se dá o planejamento.
.Objetivo: Realizar uma pesquisa sociolinguística
Recursos: Quadro branco datashow, slides, papel, caneta.
Método: Trabalho em grupos, monitorados pelo professor, constante orientador dos passos para a realização final da pesquisa.

1º Parte. Elaborar um projeto conceitual
Ø  O que é? Um esboço da futura pesquisa no qual serão respondidas quatro questões: O quê? Para quê? Porquê? Como?  Trata-se de deixar germinar a ideia,
Ø  Local: sala de azul para desenvolver o  projeto e realizar a pesquisa em busca de solução do problema.
Ø  Prática: construção coletiva (grupos)

2º Parte. Elaborar o projeto final
Ø  De posse das respostas objetivas do projeto conceitual, com um maior amadurecimento das ideias, os grupos vão ampliar as respostas e dar corpo ao projeto final
Ø  A primeira indagação (O quê?) descreve  o objeto do estudo, culminando com a pergunta de pesquisa. A segunda (Para quê?) responde o objeto geral e os objetos específicos a serem atingidos para atender ao geral. A terceira indagação (Por quê?), em que vc desenvolve com mais argumentos porque vale a pena um investimento da sua proposta. A quarta indagação (Como?), o aluno não apenas diz que vai realizar certo tipo de pesquisa, como detalha os passos que pretende seguir (que instrumentos de coleta utilizará e de que modo, delimitando inclusive o tempo.
Ø  \Local: sala de aula
Ø  Prática: distribuição de atividades

3ª Parte. Realização da Pesquisa.
Ø  Construir a introdução com as respostas das indagações do projeto A Fundamentação teórica, a partir do diálogo entre os autores de referencia
Ø  Local: Discussão em sala de aula e realização da coleta de dados extra sala. Durante o processo, os alunos deverão interagir com a professora no grupo criado no Whatzap.
Ø  Prática: pesquisas com anotações e entrevistas (estruturadas ou semiestruturadas, conforme acordo entre o grupo).
Ø   
4ª Parte. Apresentação em seminário, com livre utilização das TIC.

AVALIAÇÃO: A avaliação é realizada durante todo o processo que vai da elaboração do projeto conceitual até a apresentação da pesquisa. É considerada a participação individual e coletiva.                      





quinta-feira, 12 de janeiro de 2017


AVALIAÇÃO DE APRENDIZAGEM

                                           

Em minha experiência como docente, não considero coerente esperar do aluno um padrão de respostas em um universo de ideias e diferentes maneiras de dizer o mundo. Respeitando a heterogeneidade de cada sujeito-aluno, podemos alcançar aquilo que esperamos avaliar. As “correções” são realizadas na própria sala de aula, ao longo da disciplina, em que levamos à autocorreção mediante a estratégia de socratização, em que fazemos perguntas que o leve à reflexão e com isso descobrir seu equívoco. As questões que elaboro numa prova são correlacionadas as demais atividades sociointerativas viabilizadas em sala de Aula (em nossas aulas de Sociolinguística do 4º período do curso de Letras na Falub). Elas  suscitam respostas personalizadas da participação do aluno nas referidas atividades. Nossa avaliação (atividade de corrigir) da prova portanto nos remete à participação do aluno em sala de aula. Pessoal e intransferível, as questões são reflexivas e motivam o aluno a respondê-las por si mesmo, segundo o seu entendimento no assunto. Sempre alerto a todos que meu foco não são seus desvios gramaticais, preocupação do professor de Língua Portuguesa, mas aferir seu entendimento sobre o conteúdo discutido em sala de aula e pesquisado por eles. Com isso,  afastamos a possibilidade de esse aluno ser um mero reprodutor de memorização ou do conteúdo apreendido pelo colega. Ler suas ideias disponibilizadas nas provas é um grande prazer para mim, por isso, não esperando decorrer o tempo, procuro avaliar o mais breve possível, recorrendo a todas as minhas anotações sobre cada alunx. A dificuldade é a correlação das respostas com tais anotações sobre cada um e sua vivência em sala de aula. Tal dificuldade, no entanto, constitui-se também um imenso prazer. A correção das atividades, portanto, é um processo e não um produto final. A percepção docente sobre o processo de aprendizagem libertador configura um dos sentidos principais na elaboração e avaliação de uma atividade. A motivação dos alunos não deve ser estimulada para um produto final  de valor quantitativo (notas), mas deve emergir do próprio processo.