ATIVIDADE ESTILOS DE APRENDIZAGEM - Solange Carlos de Carvalho
A compreensão sobre estilos de aprendizagem,
levou-me a refletir sobre minha experiência em sala de aula, no que
respeita a melhor forma de levar os alunos à construção de conhecimento.
Sempre priorizei uma aula com menos exposição teórica, levando os
alunos a participarem ativamente do processo de aprendizagem, com
teatros, seminários e promoção de debates entre eles.
Hoje
sou professora universitária, e ainda continuo na busca de promover uma
aula dinâmica, em termos de contemplar os diversos tipos de inteligência
dos alunos (visual, auditiva, prática). Mesmo sem conhecer a
perspectiva de estilo de aprendizagem de Kolb, já tinha percebido essas
mesmas inquietações dos colegas professores, que lançavam sobre o aluno
a culpa pelo resultado negativo da disciplina, bem como ouvia de muitos
alunos reclamações sobre professores que só teorizavam, com aulas
expositivas em comunicação unilateral. Sempre refleti sobre isso.
Após o conhecimento adquirido sobre os estilos de aprendizagem
tanto do texto de Travelin quanto das informações do vídeo, em que se
verificou, mediante pesquisa, uma docência que pouco se responsabiliza
com a situação crítica de aprendizado dos alunos, e alunos que
responsabilizam a didática pouco esclareccedora e estimuladora da parte
do professor, pude ampliar meu espopo de análise sobre a produtividade
interativa entre professor e aluno.
Ao fazer o teste de
estilo individual de aprendizagem, obtive como resultado "experimentação
ativa" (21), seguido de "experimentação concreta" (18) que me insere no
quadrante do "estilo acomodador". Fiquei impressionada, pelo resultado
tão próximo a minha prática pedagógica, uma vez que esse estilo
coaduna-se com minha postura de abertura para o aprender-fazendo, e
minha predisposição ao risco, em busca da verdade. Compreendendo,
contudo, que o teste é apenas um parâmetro para a reflexão, deixando-me
animada quanto ao fato de que devo sempre instigar os alunos a
descobertas mediante pesquisa.
Diante dessa experiência, posso
entender que o professor deve procurar, em sua prática de ensino,
contemplar todos os quadrantes do ciclo de aprendizagem de Kolb, em uma
aula dinâmica e interativa, para assim trabalhar com a motivação dos
alunos, instigando-os à pesquisa, condição sine qua non para a construção do conhecimento e desenvolvimento de abstrações.
Para
compartilhar minha experiência, e servir de possível sugestão para os
colegas, apresento algumas ferramentas tecnológicas que utilizo para
mobilizar minhas aulas. Criei um grupo de Estudos da Linguagem no
Facebook e divulgo com os alunos todos os semestres, para estimular,
fora do espaço da sala de aula, reflexão sobre os temas postados e
suscitar discussão também na sala presencial. Da mesma forma, divulgo
meu blog LÍNGUA VIVA, em que posto minhas produções científicas, com o
intuito de interagir sobre as questões da língua. No entendimento de
que, em tempos de tecnologia, a educação não pode prescindir das redes
sociais, também crio grupo no Whatsapp com o nome da disciplina em que
me comprometo com os alunos a dirimir suas dúvidas sobre as aulas, além
de estimular que postem pesquisas afins.
Oi Solange,
ResponderExcluirviu como os estilos do professor orientam sua prática?
Gostei muito de suas sugestões e também admiro a vividez com que você fala de sua prática. Sua paixão emana de sua fala!!!
bjs